Expressionismo

Expressão é um movimento do interior para o exterior, ou seja, é o sujeito que por si imprime o objeto. Expressão e impressão são termos que podem ser considerados opostos, uma vez que impressão diz respeito a movimentos que se dirigem do exterior para o interior. Dessa maneira, o Movimento Expressionista surge de certa forma como uma tendência contrária ao Impressionismo, pois o primeiro revela uma atitude relacionada à vontade do sujeito, enquanto o segundo manifesta uma atitude sensitiva.

Uma definição preliminar da obra expressionista é a de que se trata de uma obra que faz com que o fator de expressão seja dramático e visível; a confiança irrestrita na expressão direta dos sentimentos que se originam da própria vida do criador, sem a mediação e a interferência provável da racionalidade.

O Movimento Expressionista teve importantes grupos que o representasse tanto na área das artes como na área da arquitetura.

O grupo de artistas franceses Fauves e os grupos nascidos na Alemanha Die Brücke e o Novembergruppe (Grupo de Novembro) são movimentos considerados essenciais para o desenvolvimento e divulgação do Expressionismo.

O grupo dos Fauves não é homogêneo e não tem um programa definido, a não ser o de se opor ao decorativismo do art nouveau e à inconsistência formal do simbolismo. Os Fauves não dispunham de uma bandeira ideológica, sua polêmica social estava implícita em sua poética. Apesar de considerarem a arte o impulso vital, os Fauves começam pela abordagem crítica de problemas pictóricos: solucionar o dualismo entre cor e forma plástica, volume, espaço. O objetivo é destacar a estrutura autônoma, auto-suficiente do quadro, como realidade em si; a unidade entre a estrutura do objeto e a estrutura do sujeito, estabelecer entre o interior e o exterior uma continuidade e circularidade de movimento. Para eles, as linhas não são contornos, mas arabescos coloridos que asseguram a circulação cromática de todo o tecido pictórico; o quadro por sua vez, só se completa quando todas as cores alcançaram o limite do espectro e concordam entre si em seus valores máximos. Henri Matisse foi um dos mais importantes artistas desse grupo, compondo obras significantes do Movimento Expressionista como Nu no ateliê (1898), Paisagem em Collioure (1906) e La joie de vivre (1960); outros artistas como A.Marquet e G.Braque também fizeram parte desse grupo. Em 1907, o grupo dos fauves entrou em crise e iniciou seu processo de separação

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Henri Matisse: La joie de vivre (1960)

O Die Bürcke é uma formação mais compacta, uma comunidade de artistas que, diferentemente do Fauves, tinham um programa escrito. As situações da vida cotidiana representavam um dos temas principais do expressionismo alemão, esse pretende pesquisar sobre a origem, a formação do ato artístico, o artista que o executa e a sociedade a que ele se dirige. Outro tema freqüente é o sexo, já que a poética expressionista é a poética do feio, que é o belo decaído e os artistas acreditavam que o sexo é a relação homem-mulher que funda a sociedade e é justamente isso que a sociedade deforma e torna perverso, negativo, alienante. Somente a arte poderá reconverter em belo o que a sociedade perverteu feio.

Para o Die Bürcke a imagem não é, ela se faz, e a ação que a faz comporta um modo de fazer, uma técnica; a técnica por sua vez é trabalho. A arte, portanto está ligada a cultura prático-operacional das classes trabalhadoras. A deformação expressionista não é deformação ótica, é determinada pela intencionalidade com que se aborda a realidade presente e pela identificação da imagem como uma matéria resistente. A própria condição de existência do homem é ambígua, por isso os expressionistas alemães não pretendem fugir da ambigüidade. Dentre os principais representantes desse grupo estão E.L.Kirchner, E.Nolde e O.Müller. O Die Bürcke dissolveu-se em 1913.

Neste mesmo contexto do expressionismo alemão se formou o Grupo de Novembro, que recebera tal nome em homenagem a revolução de Novembro de 1918, que derrubara o imperador e pusera fim a guerra. Seus objetivos básicos reivindicavam uma nova obra de arte total a ser criada com a participação ativa do povo e se tratava também de um núcleo de pesquisa e experimentação da construção civil e, ao mesmo tempo, elemento de pressão para conseguir que o Estado apóie as novas experiências, voltadas para um urbanismo capaz de responder as exigências de vida e de trabalho do povo, e não subordinado ao lucro dos especuladores. O grupo ficou conhecido pela sua ‘correspondência utópica’ ou Cadeia de Cristal, tratava-se de uma série de cartas escritas pelos membros do Novembergruppe como forma de se comunicarem já que suas atividades abertas foram interrompidas no período da Revolta Espartacista. Os principais representantes dessa vertente era Bruno Taut e Erich Mendelsohn.

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A arquitetura expressionista se desenvolveu no clima agitado do pós-guerra alemão. Havia uma crise estilística manifesta à medida que vieram a tona duas tendências principais: por um lado, os experimentos feitos pelo art nouveau haviam encorajado uma visão extravagante que, embora se restringisse as inovações decorativas e não estruturais, havia certamente ajudado a fazer da fantasia um componente válido do design. Por outro lado, a tecnologia estava oferecendo uma gama de materiais modernos que pareciam ditar um estilo mais severo: vigas de ferro, concreto armado e vidro em chapas. Bruni Taut fez uso desses novos materiais, especialmente o vidro, pelo qual tinha uma atração particular, daí veio o Pavilhão de Vidro, uma espécie de colméia circular de telhas de vidro coloridas, onde os visitantes ficam suspensos

sobre uma plataforma circular, enquanto um feixe de lentes rotativas lança raios de luz coloridos sobre todas as superfícies. Esse pavilhão é considerado obra importante da arquitetura expressionista, bom como o teatro Grosses Schauspielhaus (1919) do arquiteto Hans Poelzig em Berlim. Seu interior é como uma simulação arquitetônica de uma caverna subterrânea com milhares de estalactites penduradas no teto. paschoalini4

A Torre Einstein de Erich Mendelsohn, no entanto, é a chave da arquitetura expressionista. Trata-se de um observatório em concreto armado, com superfícies

curvas em forma de uma espiral a partir da torre central e as janelas dispostas ao redor formando ângulos retos para suavizar a angularidade dentro do fluxo rítmico. No projeto, Mendelsohn determinou a função especifica do edifício; a partir dessa especificação modelou o bloco, sua forma plástica; seu planejamento é simétrico e baseado no aparato acadêmico de eixos principais e secundários. Assim, entende-se que o edifício já não é concebido como uma combinação de planos, mas sim como um bloco unitário escavado, uma espécie de ‘corpo’ de alvenaria e cimento.

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Grosses Schauspielhaus – Hans Poelzig

O Expressionismo foi caracterizado por uma adoção pré-modernista de novos materiais, inovação formal e volumes extremamente incomuns, algumas vezes inspirados nas formas biomórficas naturais, algumas vezes por uma nova técnica oferecida pela grande produção de tijolos, aço e especialmente vidros. Muitos arquitetos expressionistas lutaram na Primeira Guerra Mundial e suas experiências, combinadas com as agitações política e social que seguiram-se à Revolução Espartaquista de 1919, resultaram em uma perspectiva utópica e em uma visão romântica do socialismo. As condições econômicas severamente limitaram o número de construções entre 1914 e o meio da década de 1920, fazendo com que muitos dos mais importantes trabalhos expressionistas permanecessem como projetos no papel.

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Torre Einstein – Erich Mendelsohn

Nathália Gomes Paschoalini Tavares – 92767


Expressão é um movimento do interior para o exterior, ou seja, é o sujeito que por si imprime o objeto. Expressão e impressão são termos que podem ser considerados opostos, uma vez que impressão diz respeito a movimentos que se dirigem do exterior para o interior. Dessa maneira, o Movimento Expressionista surge de certa forma como uma tendência contrária ao Impressionismo, pois o primeiro revela uma atitude relacionada à vontade do sujeito, enquanto o segundo manifesta uma atitude sensitiva.

Uma definição preliminar da obra expressionista é a de que se trata de uma obra que faz com que o fator de expressão seja dramático e visível; a confiança irrestrita na expressão direta dos sentimentos que se originam da própria vida do criador, sem a mediação e a interferência provável da racionalidade.

O Movimento Expressionista teve importantes grupos que o representasse tanto na área das artes como na área da arquitetura.

O grupo de artistas franceses Fauves e os grupos nascidos na Alemanha Die Brücke e o Novembergruppe (Grupo de Novembro) são movimentos considerados essenciais para o desenvolvimento e divulgação do Expressionismo.

Henri Matisse: La joie de vivre (1960)

O grupo dos Fauves não é homogêneo e não tem um programa definido, a não ser o de se opor ao decorativismo do art nouveau e à inconsistência formal do simbolismo. Os Fauves não dispunham de uma bandeira ideológica, sua polêmica social estava implícita em sua poética. Apesar de considerarem a arte o impulso vital, os Fauves começam pela abordagem crítica de problemas pictóricos: solucionar o dualismo entre cor e forma plástica, volume, espaço. O objetivo é destacar a estrutura autônoma, auto-suficiente do quadro, como realidade em si; a unidade entre a estrutura do objeto e a estrutura do sujeito, estabelecer entre o interior e o exterior uma continuidade e circularidade de movimento. Para eles, as linhas não são contornos, mas arabescos coloridos que asseguram a circulação cromática de todo o tecido pictórico; o quadro por sua vez, só se completa quando todas as cores alcançaram o limite do espectro e concordam entre si em seus valores máximos. Henri Matisse foi um dos mais importantes artistas desse grupo, compondo obras significantes do Movimento Expressionista como Nu no ateliê (1898), Paisagem em Collioure (1906) e La joie de vivre (1960); outros artistas como A.Marquet e G.Braque também fizeram parte desse grupo. Em 1907, o grupo dos fauves entrou em crise e iniciou seu processo de separação.

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