As Grandes Exposições

 

              As Grandes Exposições começam na primeira metade do século XIX, com caráter nacional, e apenas em 1850 se tornam universais, com a atenuação das barreiras alfandegárias e com as novas possibilidades do comércio que se abre.

              A primeira Exposição é realizada em Londres em 1851. Em 1849, o Principe Alberto, casado com a Rainha Victória e presidente da Royal Society of Arts, teve a ideia de convidar exibidores de todas as nações civilizadas para participarem numa grande exposição. Foi realizado um projeto para ser o local da exposição num espaço curto de tempo, onde são utilizadas peças pré-fabricadas de ferro fundido, a madeira e o vidro, de forma q a obra ficasse com o preço baixo e nos limites da previsão, e assim Sir Joseph Paxton com sua experiência na construção de estufas o fez. Era uma longa forma retangular de volume em degraus interceptada ao meio por um transepto com abóbada redonda, consistia numa rede intricada de finas colunas e tirantes, suportando paredes de vidro transparente. Tinha 610 metros de comprimento por 150 de largura e 22 m. de altura, abarcando uma área coberta de 70.000 m2. No rés do chão e galerias havia mais de 12 quilómetros de mesas expositoras. Esta obra foi chamada de O Palácio de Cristal, o qual foi desmontado e remontado em Sydenham, onde fica ate o incêndio de 1937. O Palácio foi importante na relação entre a técnica e a representação e expressão da obra. Muitas realizações novas daquela época chamavam a atenção dos visitantes. Podemos citar a segunda exposição em Paris, que foi realizada no Campo de Marte em um edifício de forma oval composto por sete galerias concêntricas, onde cada nação representava seus produtos em um setor. Todos os novos projetos ora são louvor pelos críticos e ora são censura, porém é através delas que Jules Sulnier construiu o primeiro edifício com estruturas de aço, a oficina Mernier em Noisiel-sur –Marne. A exposição de Paris de 1889 foi a mais importante, compreende num conjunto que relacionam entre si, um Palácio em forma de U, a Galerie de Machines e a Torre de 300 metros, construída por Eiffel no eixo da ponte que leva ao Trocadéro.

           A Exposição de Paris de 1889 centrava-se na “Torre de Gustav Eiffel” com 300 m. de altura, pesando mais de 7.000 toneladas e tendo mais de um milhão de rebites. Tinha duas longas galerias devotadas ás Belas-Artes e ás artes decorativas, por detrás ficava o imponente “Palácio das Máquinas”. Este ultimo, projetado por Ferdinand Dutert e construído por M. Contamin, excedia em tamanho qualquer vão coberto construído até á data, com as suas 20 treliças principais, cobrindo um comprimento de 380 m. e cada uma vencendo 144 m. de vão livre. As treliças trianguladas formavam arcos apontados sendo articuladas na sua base por eixos.  Assim o vão é reconduzido nas pessoas em movimento e os objetos que nele estão, trata-se de um ambiente ilimitado, definido por um ritmo recorrente a perder de vista, ganha uma característica de dinâmica pelas dimensões insólitas, o mobiliário e a grande multidão, a galeria foi demolida, porém a Torre de Eiffel ainda permanece, foi através das experiências com pilares metálicos de pontes que foi possível a sua construção, foi calculada de maneira a resistir a ação do vento, mesmo com as falhas da Torre como, a descontinuidade do desenho e pelas superestruturas decorativa, é de suma importância para a paisagem de Paris, a Torre pode ser vista de quase todos os cantos da cidade.

              No meio disso, encontra-se a discussão sobre os materiais novos e sobre a relação entre arte e ciência e também ao ensino técnico e suas relações com a formação artística, segundo a Academia os Arquitetos não são meros artistas, mas aqueles que saem aptos para trabalhar e colaborar com os engenheiros. Embora criticado por muitos, esse marco foi um enorme sucesso popular e fez acirrar a disputa entre “racionalistas” e “ecléticos” , uma vez que estes últimos criticavam a racionalidade estética das obras utilitárias realizadas por engenheiros sem aparente intenção plástica. Alguns dos principais passos dos processos inovadores foram dados por engenheiros e não por arquitetos. Apesar do antagonismo e rivalidade que geralmente reinava entre as carreiras, alguns esclarecidos perceberam a importância da cooperação entre as duas profissões, e foi da colaboração entre engenheiros e arquitetos que nasceram as mais belas e perspectivas obras da construção metálica.

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